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NewsLetter nº16 | Outubro 2023
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NEWSLETTER nº 16 |  CÁTEDRA CASCAIS INTERARTES   |  OUTUBRO 2023
 
1. Centro Cultural de Cascais
Homenagem a David Mourão-Ferreira

Pelas 18.30h do próximo dia 9 de Novembro, o Centro Cultural de Cascais acolhe a apresentação de um livro dedicado a David Mourão-Ferreira, uma das individualidades que surge no cerne da Cátedra Cascais Interartes. O livro foi concebido a partir de uma secção da revista electrónica da Cátedra, e coordenado por Pere Ferré, a quem se deve, aliás, toda a escolha dos diferentes colaboradores e a organização formal daquela secção. Os colaboradores são figuras destacadas da Academia Portuguesa que, para além de terem já sido autores de ensaios sobre aquele escritor, com ele privaram. Para além de Pere Ferré, são eles Álvaro Manuel Machado, Arnaldo Saraiva, Fátima Freitas Morna, Gustavo Robim, Daniel-Henri Pageaux e Maria de Fátima Marinho.
A cerimónia, aberta ao público, contará com uma intervenção do professor Daniel-Henri Pageaux sobre a obra de David Mourão-Ferreira, e será presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Cascais, dr. Carlos Carreiras, estando igualmente assegurada a presença do Presidente da Fundação Dom Luís I, professor Salvato Telles de Menezes.

2. Seminário Permanente
Grandes Obras da Literatura Universal

O Ciclo Grandes Obras da Literatura Universal prossegue, este ano, com uma conferência de Peter Hanenberg, já no próximo mês de Novembro, sobre Canto do Papão Lusitano. Peça com música em 2 actos, de Peter Weiss, concluindo, em Dezembro, com uma conferência de Mário Avelar sobre A Terra Devastada, de T. S. Eliot.
 
Canto do Papão Lusitano. Peça com música em 2 actos, de Peter Weiss
 
O Ciclo prossegue em 2024, estando já assegurada a participação de José Pedro Serra, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Maria de Lurdes Fernandes,  professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e Marta Teixeira Anacleto, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Recordamos que as conferências têm lugar pelas 17h dos segundos sábados de cada mês, e realizam-se através de webinar, sendo os links fornecidos previamente e que pode aceder às conferências já realizadas através do site da Fundação Dom Luís I/ Cátedra Cascais Interartes.

 
3.   Todos os Caminhos
A editora Assírio & Alvim deu a lume o mais recente livro de poemas de Jorge Vaz de Carvalho, conferencista convidado do ciclo Grandes Obras da Literatura Universal, a propósito de A Divina Comédia, de Dante. A obra intitulada Todos os Caminhos, é pautada por um misto de desencanto e de admiração pelo passado. Desencanto, pela nossa perda do sentido de beleza e de cultura. Admiração, por ainda ser possível recuperar as raízes clássicas que nos levam ao encontro da verdadeira palavra: da Líbia a Silves ou do soneto ao poema...

Deste livro transcrevemos um poema intitulado “Aurora”:

“Sobe a aurora nos seus fios de oiro
e faz-se a espuma rapariga.
Vem das águas plissadas, a risonha
juventude à fértil luz das ondas.

Inunda de esplendor a terra inteira:
a cabeleira coralina, o peito
alucinante, nas ancas oculta
a serpe de indómita moção.

Avança num cendal a suserana
para no meu peito mortal morar
em glória. O seu fragrante sorriso
convertendo ao ser toda a nudez.”

 
4.   Espaços Espetaculares
Rita Novas Miranda, uma das primeiras bolseiras da Cátedra Cascais Interartes, prossegue a sua investigação no âmbito dos estudos interartes, promovendo o Workshop Internacional, subordinado ao tema “Espaços Espetaculares em Literatura e Artes em Portugal e Brasil”, que decorrerá entre 6 de novembro de 2023 a 7 de novembro de 2023, em Paris, na Universidade de Sorbonne.

O ponto de partida do projecto reside no centro de uma dualidade conceitual identificada na literatura fundamental sobre o recente "ponto de viragem espectral" da teoria contemporânea. Pretende-se, deste modo, explorar a dupla natureza do fantasma como figura e conceito a partir das diferentes formas como a literatura, o cinema e a fotografia em Portugal e no Brasil superaram os desafios de retratar, perceber e compreender o fantasma, no artigo a uma pergunta sobre o material e ponderação dos meios de apresentação.

No quadro do espectral, o workshop centrar-se-á em especial na questão dos espaços espectrais. Será uma questão de olhar para o espaço em correlação com o fantasma. Pensamos em espaços interiores como o arquétipo da casa assombrada: “A casa de Dom Casmurro”, de Machado de Assis, “Uma Abelha na Chuva” ou “Finisterra – Paisagem e Povoamento”, de Carlos de Oliveira, a mansão da família em “Santiago”, de João Moreira Salles ou a casa de Camilo Castelo Branco e Manoel de Oliveira são exemplos claros desta figura, ou os edifícios abandonados em “Ruínas”, de Manuel Mozos. Será igualmente abordados espaços ao ar livre, como Fordlândia, cidade trabalhadora da empresa fundada por Henry Ford na floresta amazónica em 1928, em “Fordlâdia Malaise”, de Susana de Sousa Dias, ou os salões do casino, fotografados por António Júlio Duarte em Macau, ou as cartografias fantasmas dos Açores, Sertão ou Gândara na ficção, fotografia e cinema português e brasileiro.

5.   O Essencial Sobre Philip Roth

A Imprensa Nacional publicou recentemente O essencial sobre Philip Roth, da autoria de Mário Avelar, director da Cátedra Cascais Interartes. Este ensaio introdutório à obra de Philip Roth evidencia o modo como tanto o autor como as suas personagens surgem radicalmente ancoradas num espaço, Newark. Ali se reconhece a especificidade de tecidos sociais e étnicos – com óbvia incidência no microcosmo judaico – que, ao longo do tempo, foram (re)configurando o perfil daquele espaço. E, todavia, a sua obra transcende essas fronteiras geográficas, afirmando-se como uma alegoria crítica da sociedade americana do pós-guerra.
5.   Moita Macedo
Pelas 18h do próximo dia 20 de Novembro a Fundação Calouste Gulbenkian acolhe o lançamento de O caderno do atelier – desenhos de Moita Macedo, obra impulsionada por Antonio Franco Dominguez, que foi, aliás, objecto de homenagem na nossa Revista.
Nesta cerimónia intervirão Guilherme d’Oliveira Martins, Mário Avelar e João Silvério.
Recordamos que a obra de Moita Macedo foi já objecto de uma exposição patrocinada pela Fundação Dom Luís I que esteve patente no Centro Cultural de Cascais.

 
 
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